Produção de fotoprotetores aquecida para o verão

Apesar de faltarem ainda pouco mais de três meses para o verão, a indústria de fotoprotetores já está em pleno vapor para a estação que promete ser quente em calor e em vendas. A expectativa é que as vendas do verão 2010/2011 seja 40% maior que o mesmo período do ano passado (com crescimento de vendas em torno de 30%).

Pensando nisso, as empresas líderes deste mercado, já aceleram sua produção para anteciparem os lançamentos, que geralmente ocorrem entre o final de outubro e o início de novembro. Como este ano apresentou uma onda de calor em pleno inverno e o próximo carnaval está programado para março, o que significa que o próximo verão tem tudo para durar mais que normal. É o que se chama de “verão estendido”.

Seguindo dados Nielsen, em 2009, foram vendidos R$ 727 milhões no varejo, ou seja, não foram consideradas as vendas porta a porta. O que representa um giro 17% maior que a temporada anterior. Para este verão 2010/2011, a expectativa é um aumento mínimo de 20% nas vendas, movimentando entre R$ 870 milhões e R$ 1 bilhão.

As metas da Johnson & Johnson, dona da marca líder Sundown criada em 1984, atualmente com 51% do mercado em volume e 41,6% em valor, pretende aumenta ainda mais sua presença no total de vendas Brasil. No entanto, esta tarefa não será nada fácil, visto que seus principais concorrentes também estão bem agressivos nas expectativas e metas para este verão. Suas principais ameação são a Nivea, com forte presença no mercado de pele, a L’Oréal, com seu forte poder de distribuição e vendas. Mas as três multinacionais tem muito com o que se preocupar ainda, pois a Hypermarcas, com sua marca Cenoura & Bronze, também é uma forte adversária no varejo e não deve ficar pra trás nessa disputa.

O que mais ajuda as empresas nesse momento é o percentual ainda baixo de brasileiros que usam regularmente o filtro solar. Ao contrário dos desodorantes que cerca de 90% dos consumidores utilizam, apenas 27% a 37% da população usa fotoprotetor (aproximadamente um terço da população).

Fonte:
Brasil Econômico, 10/09/2010