Pele mais feliz

Será que Melissa Cadore tinha mesmo razão?

Um grupo de pesquisadores liderados pelo Prof. Peter Olmsted, da School of Physics and Astronomy da Universidade de Leeds, estão usando das técnicas mais sofisticadas para desenvolver produtos que funcionem bem aos olhos dos consumidores, deixando-os mais felizes e satisfeitos.

Como uma tentativa de compreender cientificamente o que significa “sentir-se bem”, eles examinarão as propriedades das bicamadas lipídicas da membrana do estrato córneo – camada mais superficial da pele cuja espessura (50-100 microns) é 10 vezes menor que uma folha de papel. Eles se concentrarão em entender como a estrutura extremamente complexa da pele fornece suas propriedades únicas de força e elasticidade.

O time usará essas informações para realizar outros experimentos e cálculos de como a pele se comporta, na esfera molecular, aos ingredientes dos produtos cosméticos e de higiene pessoal, da água purificada às moléculas complexas de alguns óleos. Assim, o grupo espera estabelecer regras para que os produtos funcionem melhor e sejam mais atraentes aos seus usuários.

Opinião do autor: uma iniciativa interessante, mas para começarem a divulgar é porque já devem ter algo pronto que não querem ou não vão publicar no momento. Estudar para oferecer produtos melhores e mais direcionados é a uma corrente atual na área cosmética (assim como em várias outras áreas do conhecimento), mas corre-se o risco de tornar o produto técnico-científico demais e pouco vendável. Porque há todos os atributos emocionais por trás da aquisição de um produto. Vamos acompanhar as etapas e as próximas notícias sobre essa pesquisa.