Não estamos devidamente protegidos contra o câncer de pele

É o que diz um estudo recentemente publicado na revista científica American Journal of Preventive Medicine. O estudo liderado por Coup, investigou a prevalência de hábitos que aumentam o risco do surgimento de câncer de pele em diferentes grupos etários a partir de dados da National Health Interview Survey (NHIS – Pesquisa Entrevista Nacional de Saúde) de 2005.

A pesquisa sugere que a maioria dos norte-americanos apresentam comportamento de alto risco. O mais prevalente é o uso infrequente de fotoprotetores com FPS 15 ou mais e o uso infrequente de vestimentas protetoras.

Os que menos se interessam em utilizar os fotoprotetores são os jovens entre 18 e 29 anos, representando um público-alvo tanto pelas indústrias quanto pelos programas educativos. Os idosos estão muito pouco acima dos jovens na utilização frequente de produtos para o sol. Outros grupos demográficos relacionados foram os homens, os brancos não hispânicos e indivíduos de baixos níveis educacionais.

Opinião do autor: Muitos fabricantes desenvolvem produtos especificamente para os consumidores masculinos. Algumas empresas investem em produtos para esportistas, outras em fragrâncias, mas todas querem vencer o mito de que se proteger do sol seja incompatível com a imagem masculina. Todos devem se prevenir do câncer de pele, que promete ser um problema de saúde pública mundial se a situação não reverter. O quadro hoje é de total descaso com os riscos da exposição solar, pois já se tem conhecimento da importância do uso de fotoprotetores, mas as pessoas insistem em “ter um bronzeado”. Ter a cor do verão é muito bonito, mas deve-se alcançá-la gradativamente, caso contrário, além de não ter um efeito duradouro no tom da pele, essa exposição irresponsável pode ser responsável por muitos danos só percebidos anos após.

Fonte: COUP, E. J.; MANNE, S. L.; HECKMAN, C. J. Multiple Skin Cancer Risk Behaviors in the US population. Am J Prev Medicine, v.34, n.2, p.87-93, Feb 2008.