Especial Verão 2010 – Parte 4

As consequências da exposição excessiva à radiação UV são amplamente difundidas nos meios de comunicação, mas durante os meses de verão as pessoas parecem esquecer dos seus efeitos maléficos. Principalmente da necessidade do uso de protetor solar em quantidades adequadas e com reaplicações frequentes ao longo do dia. (Se o seu frasco de FPS 30 durar mais que duas semanas, de visitas diárias à praia ou piscina, você não está usando o produto corretamente)

Dicas aos usuários de fotoprotetores

Para aproveitar o que o verão tem de melhor e não passar a estação cuidando de alergias, queimaduras, insolação e adiantar as estações seguintes com o envelhecimento precoce e o câncer de pele, seguem algumas dicas muito úteis! Vale a pena imprimir e colar no teto do quarto, ao lado do espelho no banheiro e levar uma cópia plastificada na bolsa de praia JUNTO com todos os protetores solares multifatores.

Eu sei que a maioria já nem dá importância para essa, mas evite exposição ao sol no horário entre 10h00 e 16h00, porque é nesse horário que há maior incidência da radiação UVA. Para as bronzeadas de plantão, a radiação UVA é muito melhor aproveitada nos horários permitidos (antes das 10h00 e após às 16h00). Ou seja: o bronzeado fica muito mais natural e sem queimaduras. (corrigido em 17/01/2009)

Não utilize perfumes, descolorantes ou outros produtos não específicos para a proteção solar, pois o risco de acontecer irritações e dermatites de contato é muito maior.

Prefira os produtos de uso diário que contenham em sua composição filtros UV, como batons, maquiagens, cremes capilares, etc.

As áreas mais sensíveis necessitam de um FPS mais elevado, como o rosto, os lábios, as orelhas e o couro cabeludo (atenção especial aos “carequinhas”).

Prefira os guarda-sóis de algodão de cor clara, pois as cores escuras absorvem mais radiação e calor. Além disso, os tecidos sintéticos, como o nylon®, fazem sombra, mas não protegem da radiação solar.

O mormaço também causa queimaduras e não se deixe iludir pela brisa refrescante, porque ela o faz esquecer dos efeitos nocivos do sol. Protetor solar sempre!

Escolha o protetor solar ideal para o seu tipo de pele e reaplique periodicamente. Não deixe o produto exposto diretamente ao sol, guarde-o naquela bolsa que fica embaixo de todas as cangas, bermudas e camisetas. Na dúvida? Guarde o protetor solar como se fosse o dinheiro da água de coco, porque é tão ou mais valioso para um envelhecimento saudável.

Só utilize produtos importados que estejam regularizados na Anvisa e contenham informações claras em português.

Prefira os protetores solares com FPS acima de 15.

Mesmo com protetor solar e debaixo do guarda-sol, use chapéu com aba para cobrir as orelhas, óculos escuros com lentes que (comprovadamente) protejam contra as radiações ultravioleta.

Proteja crianças e jovens, pois cerca de 85% dos casos de câncer de pele podem ser evitados quando se cuida da pele até os 18 anos!

Hidrate seu corpo durante todo o período em que estiver exposto ao sol: beba bastante água e sucos naturais. Evite bebidas alcoólicas e drinks que tenham limão. (aliás, frutas cítricas e sol são uma combinação perigosa!)

Hidrate bem a sua pele após o sol, para devolver a umidade perdida e ajuda-la na regeneração de suas funções.

A hidratação da pele após o sol

Após a exposição à radiação UV pode haver maior perda transepidermal de água, devido a um rearranjo das células na camada córnea (parte mais externa da epiderme).

A pele sofre agressões da radiação UV, apresentando um processo inflamatório local, cujo principal sintoma é o eritema (vermelhidão), a mais famosa manifestação da exposição exagerada à radiação UV. Cerca de 99% do eritema é causado pela radiação UVB de 2 a 8 horas após a exposição e alcança o máximo em até 36 horas. As ondas UVA parecem ser menos efetivas nesses casos.

Além da tradicional “cor de camarão” (o eritema), as áreas expostas ao sol também podem apresentar prurido (coceira), dor, edema (inchaço), vesiculação (formação de bolhas), necrose da pele (as queimaduras propriamente ditas) e diminuição da resposta imune.

Outro efeito da radiação UV é a formação de radicais livres na pele, que atacam membranas celulares, DNA e proteínas, acelerando o estresse oxidativo, diretamente relacionado ao envelhecimento.

Por tudo isso (que ainda será detalhado mais adiante neste Especial Verão 2010 do site Cosmética em Foco) é que um cosmético pós-sol deva conter ativos que melhorem a hidratação, renovem a função de barreira, tenham capacidade de neutralizar radicais livres, apresentem efeito calmante (diminuição do eritema), sejam emolientes e aumentem a resistência imune da pele.

Cabe destacar que os cosméticos pós-sol, sejam em cremes, loções, géis ou qualquer outra apresentação, têm a função de apenas aliviar as consequências imediatas causadas pela radiação moderada à radiação UV. O ideal é não exagerar na exposição e prevenir danos maiores à pele com o uso adequado de fotoprotetores.

Tem dúvidas?

Não entendeu alguma parte deste post ou de todo o Especial Verão 2010 do site Cosmética em Foco? Quer perguntar algo sobre verão, envelhecimento, câncer de pele, fotoprotetores, bronzeadores ou qualquer outro assunto relacionado à estação mais quente do ano? Então envie suas perguntas por email, Twitter ou comentário, pois teremos uma postagem exclusiva para responder a perguntas no fim deste projeto.

Referências:
INMETRO. Protetor Solar. Acesso em 04/01/2010
INMETRO. Protetor Solar II. Acesso em 04/01/2010
RIBEIRO, Cláudio. Cosmetologia Aplicada a Dermoestética. São Paulo: Pharmabooks, 2006. pp.125-127

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